Nosso cérebro tem muitas reações ao que acontece ao nosso redor, por isso um grupo de pesquisadores franceses descobriu como o cérebro nos alerta para o perigo: uma população de neurônios localizados no córtex pré-frontal médio reconhece informações alarmantes do ambiente e envia sinais para o tronco. cérebro, que desencadeia a reação libertadora. O resultado será útil para lidar com o estresse pós-traumático.

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Os seres vivos são capazes de integrar e identificar informações sensoriais que nos interessam, como cheiros, sons e luz, a fim de regular nossa resposta a esses estímulos ambientais em situações de perigo.


Essa capacidade do cérebro de reconhecer informações específicas é chamada de “discriminação contextual”. O que esses pesquisadores conseguiram, de acordo com uma declaração do Instituto Nacional de Saúde da França (Inserm), não é apenas descobrir quais neurônios estão envolvidos nesses processos, mas também que eles estão localizados no córtex pré-frontal médio do cérebro.

O córtex pré-frontal ou córtex pré-frontal é a parte anterior dos lobos frontais do cérebro e está localizado na frente das áreas motora e pré-motora. Esta região do cérebro está envolvida, entre outras funções, nos processos de tomada de decisão e na adaptação do comportamento social apropriado em cada momento.

Para alcançar esse resultado, os pesquisadores recorreram à optogenética, uma combinação de métodos genéticos e ópticos para, por meio da luz, controlar eventos específicos de células de tecidos vivos, sem alterar seu funcionamento biológico.

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Neste caso específico, a optogenética permitiu aos pesquisadores ativar ou inibir populações de neurônios, a fim de determinar seu envolvimento em um comportamento específico. Para isso, eles introduziram proteínas sensíveis à luz nos neurônios dos camundongos. Dessa forma, eles conseguiram descobrir aqueles que estão envolvidos na discriminação contextual, bem como sua relação causal com esse processo.

Eles fizeram o experimento com ratos de laboratório, para avaliar os circuitos neurais envolvidos na discriminação contextual. Eles colocaram os roedores em um ambiente com diferentes estímulos sensoriais, como luz, cheiro e som, nos quais recebiam descargas elétricas assiduamente leves para perceber o ambiente como adverso.

Em outro momento do experimento, os camundongos foram colocados no mesmo ambiente, mas sem os estímulos sensoriais de cheiro, som e luz, fazendo-os acreditar que estavam em um ambiente de paz.

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Durante o experimento, a atividade dos neurônios do córtex pré-frontal médio dos camundongos foi submetida a observação permanente e manipulação optogenética, o que permitiu aos pesquisadores identificar a população de neurônios que foi ativada durante a discriminação contextual.

Desta forma, eles foram capazes de confirmar que a atividade neuronal desta área específica do cérebro é básica para a discriminação contextual e para nos alertar para um perigo. Eles também observaram que essa população de neurônios envia sinais para o tronco encefálico, a área do cérebro diretamente envolvida na regulação motora de comportamentos emocionais.

O resultado é importante porque até agora não se sabia quais eram os circuitos neurais envolvidos em situações perigosas. Só se sabia que o processo de discriminação contextual vinha do hipocampo.

Ajuda com estresse pós-traumático

Os dados anatômicos e psicológicos obtidos nesta pesquisa indicam que uma estrutura chamada de córtex dorsal pré-frontal médio, localizada na parte frontal do crânio, recebe as influências neuronais do hipocampo, explicam os autores em seu artigo.

Eles acrescentam que o córtex pré-frontal medial dorsal do cérebro é ativado durante momentos de incerteza, por isso torna-se um candidato ideal para desenvolver discriminação contextual.

Esse resultado ajudará, particularmente, as pessoas que sofrem de estresse pós-traumático, de acordo com os pesquisadores.

O transtorno de estresse pós-traumático ou TEPT é caracterizado pelo aparecimento de sintomas específicos após exposição a um evento estressante, extremamente traumático, envolvendo danos físicos, ou uma ameaça séria ou catastrófica para uma pessoa.

Nas pessoas, o TEPT está associado a uma generalização contextual, em oposição a uma discriminação contextual: as pessoas afetadas não são capazes de integrar e identificar as informações sensoriais emanadas do ambiente e, portanto, perdem a capacidade de reagir a um perigo. Agora conhecemos os circuitos neurais envolvidos nessa anomalia.

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